Isotônico, você já ouviu falar não é mesmo? São bebidas consumidas por maratonistas, ciclistas e até mesmo por jogadores de futebol, que entre um intervalo e outro, aproveitam para se hidratar. 

Os isotônicos são grandes aliados para esses atletas que precisam repor a água perdida, pelo suor, durante a atividade física. Porém, essa bebida pode esconder malefícios a saúde.

E para te ajudar a saber mais sobre os isotônicos, conversamos com a nutricionista Flávia N. Bueno que explicou tudo sobre os malefícios e se a bebida pode ser consumida por todos.

Os benefícios dos isotônicos

A primeira já mencionamos que é a reposição de água, mas pesquisando por aí existem outros benefícios, entre eles:

Reposição de carboidratos – quando consumido de maneira adequada, ele ajuda a manter os níveis de glicose no sangue.

Reposição de minerais – aqui é preciso um alerta, a reposição de minerais são para atividades que duram mais de três horas, como os maratonistas, por exemplo.

Produção de energia – para quem se exercita mais de uma hora, o isotônico é indicado para manter a produção de energia.

Os malefícios dos isotônicos

Porém, tantos benefícios escondem também suas restrições. E para saber quais são batemos um papo com a nutricionista Flavia N Bueno que esclareceu quais são os malefícios dos isotônicos.

“As bebidas isotônicas são suplementos hidroeletrolíticos destinados ao público de atletas e praticantes de atividade física intensa e de extensa duração. Essas bebidas possuem alta concentração de eletrólitos e servem para repor rapidamente as deficiências de vitaminas e minerais decorrentes da atividade física” explica.

A nutricionista complementa que o mercado industrial e mídia direcionam (muitas vezes de maneira agressiva) o consumo dessas bebidas a adolescentes e jovens adultos, podendo causar graves problemas de saúde, especialmente se o consumo excessivo for acompanhado por maus hábitos alimentares e comportamentos de risco, como tabagismo, consumo de álcool, uso de medicamentos ou drogas ilícitas.

Flavia N. Bueno aponta que os isotônicos, devido a sua alta concentração de eletrólitos, podem levar a um desequilíbrio na flora intestinal, sobrecarregar rins e fígado e elevarem pressão arterial.  “Mesmo havendo uma variação na composição de bebidas existentes no mercado e essas apresentem um nível seguro para o consumo humano, é necessário destacar que os valores estimados de micronutrientes são geralmente aplicados a um volume por porção menor que o contendo na unidade vendida. Vamos utilizar o Sódio como exemplo:  1 unidade de bebida isotônica de 500ml tem como referência uma porção de 200ml. Assim, consumindo a unidade inteira você estaria consumindo 2 porções e, consequentemente o dobro de sódio que a embalagem mostra” conclui. 

 Isotônicos pode ser consumido por todos?

A nutricionista é enfática: Os isotônicos não devem ser consumidos de maneira indiscriminada por qualquer público.

“Pessoas com doenças renais, hepatopatias (doenças no fígado), problemas de regulação de glicemia (pré-diabetes e diabetes) e pressão arterial elevada devem ter cautela no consumo dessas bebidas. Devemos ressaltar que, tanto para uma pessoa saudável quanto para uma que apresente alguma das doenças citadas, o consumo de isotônicos deve ser avaliado de maneira individualizada acerca de suas restrições ou exclusão da dieta. Mas, como recomendação geral, essas bebidas não devem ser consumidas rotineiramente” complementa.

 Qual a diferença entre isotônico e energético?

Flavia N. Bueno também nos explica a diferença entre isotônicos e energéticos. “Segundo ANVISA, na resolução RDC n18/2010, isotônicos são suplementos hidroeletrolíticos para atletas, destinados a auxiliar a hidratação e podem conter diferentes níveis de vitaminas e minerais. O produto pronto para consumo não devem exceder em 8% a quantidade de carboidratos e não pode ser adicionado de fibras alimentares. Já os energéticos, também conhecidos como bebidas energéticas ou estimulantes são compostos líquidos prontos para o consumo que devem ter ação estimulante por meio de inositol, glucoronolactona, taurina e/ou cafeína. Sua composição deve ter,no mínimo, 75% do valor energético total proveniente de carboidratos”.

A nutricionista conclui: “Os energéticos podem conter vitaminas, minerais, proteínas e lipídeos na sua composição e, assim como os isotônicos, também não podem ter fibras alimentares adicionadas”.

Dica flor de Ameixa

Como de costume sempre deixamos uma dica aqui para vocês, então, queremos dividir que o isotônico natural que temos é água de coco que é rica em sódio e potássio. Se você é do tipo que busca alternativas bem naturais para a sua rotina de atividades físicas, então, acaba de encontrar a água de coco como o seu aliado.

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Fonte – Nutricionista Flavia N Bueno CRN 3 – 51024

Referências usadas pela profissional:

Leśniewicz, A., Grzesiak, M., Żyrnicki, W., & Borkowska-Burnecka, J. (2015). Mineral Composition and Nutritive Value of Isotonic and Energy Drinks. Biological Trace Element Research, 170(2), 485–495. doi:10.1007/s12011-015-0471-8 

Ministério da Saúde – MS. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – RDC Nº 18, DE 27 DE ABRIL DE 2010.

Associação Brasileira das Industrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas – ABIR. Brasil Beverage Trends 2020 Tendências do Mercado de Bebidas não Alcoólicas. Campinas, 2016. Disponível em http://www.brasilbeveragetrends.com.br/files/assets/common/downloads/publication.pdf




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